sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A ANSIEDADE CHEGOU E NÃO VEIO SOZINHA

Olá meus queridos!
Juro que pensei muito antes de colocar esse post no Blog, porque me expondo dessa forma muitas pessoas podem me julgar. Mas pensando por um outro lado, de que muita gente passa por isso nos dias de hoje, resolvi arriscar, pra quem sabe inspirar e motivar outras pessoas a lutar contra essa doença que tá cada dia mais comum.
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Hoje eu venho falar um pouco sobre ANSIEDADE , pra vocês entenderem um pouco melhor os posts anteriores, em que eu falo, em estar de volta mais forte que nunca.
Muita gente acha uma bobagem, outros chamam de frescura, de coisa de gente doida... Outros vem dar receitas como se fosse a coisa mais simples do mundo. 
A ansiedade excessiva é doença e abre portas pra outras doenças psicossomáticas, e eu acredito que ninguém escolhe ficar doente.
Eu não escolhi, por mais que algumas atitudes tenham me levado a isso.
Eu me definia como uma pessoa calma até assumir responsabilidades maiores, coisas normais de uma vida adulta, mas que de alguma forma eu não soube lidar tão bem.
Em um primeiro momento dessa fase era comum trazer trabalho pra casa, dormia pouco e me alimentava mal pra caramba, eu outro momento deixei de trazer trabalho pra casa e eles começaram a acumular nas minhas gavetas, mesas, armários... pareciam minar problemas e eu mal conseguia dormir lembrando de tudo que eu tinha por resolver. Perdia a paciência quase sempre em casa, trabalho, família, amigos, descontava minhas frustrações nas pessoas mais próximas, eu vivia tensa, preocupada, louuucaaa!!!
Eu parecia uma bomba relógio a ponto de explodir a qualquer momento. Ficava tão agoniada olhando pra tudo que eu tinha que resolver que perdia,e ainda perco às vezes o fôlego, e acabava não conseguindo me concentrar em uma só tarefa. Enquanto eu estava fazendo uma, lembrava da outra, e lembrava que precisava fazer uma ligação, lembrava que eu precisava comprar alguma coisa pra casa que tinha acabado... uma cabeça sempre a mil. Nessa loucura toda, eu não tinha tempo pra nada, nem pra reparar nos sinais do meu corpo. A correria do trabalho somada a outras coisas da vida pessoal, me deixou doente. Comecei com uma dor que depois de vários exames sem acusar nada descobri que era psicológica, depois tonturas, irritabilidade, chorava com tudo. Nada estava funcionando bem, mas eu continuava na minha correria, sem conseguir resolver praticamente nada, até que um dia, um sintoma agoniante, UM APERTO NO PEITO E FALTA DE AR... isso foi no final de 2015, estava prestes a viajar e resolvi procurar ajuda, não tinha a menor possibilidade de passar mais um dia sentindo aquela agonia, pensei que estivesse com algo sério no pulmão, coração, sei lá, mas não era nada disso, as palavras do médico não foram muito agradáveis de ouvir, eu diria até que foram bem difíceis. Não é fácil ouvir de um médico que você agora precisa tomar remédios pra controlar a ansiedade e que eu estava com sintomas de depressão leve e síndrome do pânico. Pra mim foi um baque, por que sempre fui muito alto astral, feliz, brincalhona, sorridente, engraçada até. Claro que eu já não me sentia tão assim, mas eu não dava o braço a torcer, não admitia, não aceitava e ficava chateada quando as pessoas falavam que eu estava diferente. Nesse tempo já tinha parado de fazer quase tudo que eu gostava, que me fazia bem, e a alimentação que esteve certinha por um tempo já não era das melhores, vivia sempre cansada, correndo, sem tempo pra nada, reclamava de tudo, com mil caraminholas na cabeça, me afastei de muita gente, e quando "encontrava" tempo, o que por sinal eu tinha sempre mas não sabia aproveitar, só queria ficar no meu quarto, no único lugar que eu me sentia confortável.

Depois de descobrir o que eu tinha e ficar com muito medo de ficar doente no sério mesmo, resolvi me cuidar.
A ansiedade chegou e não veio sozinha, trouxe muita coisa na mala, e antes que se instalassem e tomassem conta da minha vida, decidi pegar o controle de volta, mudar de canal e buscar maneiras de ter mais qualidade de vida.

Não foi e nem é fácil, eu já estava bem habituada a não pensar muito em mim.

Quer saber mais!?

Fique ligado no próximo post.
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LIÇÃO:
O seu corpo fala, aprenda a ouvi-lo.
Não tenha vergonha de falar o que você está sentindo, procure ajuda, procure se entender pra poder se ajudar.

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